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quinta-feira, novembro 06, 2014

O aroma do vapor

O breve pesar da cadeira de balanço
vai o vento,
vem o encanto.

Sorriso, calmo
canto de rosto.
A velha casa em contornos
vai o tempo, 
vem teu rosto.

Em seu tique taquear de dedos
cruza um jeito
vem de encontro.

Sobre a mesa
medos, sorrisos,
lembranças.

A chaleira esfumaçante,
vem o vento,
traz vapor.

Olhos calmos, rasos.
Um vem e vai
de espaços,
cheiros
e sabor.


sábado, agosto 02, 2014

Quantos tantos cabem ao ato



Quadros,
quadras.
Quadrados de quantos.
Dedos
uns tantos

Prantos em quadrantes,
em quadrilhas do meu quarto.
Ato, cato, mato.

Ajo, ao tato. 
Me empato,
ao fato
ao quanto
ao tanto.

Quadros de quadras,
quatro quadras 
à direta do quanto.