O amor é uma equação matemática com resolução exata dentro da taxa de certezas de não existir exatidão.
O tempo é o limite do caos. Do eu, do nosso amor. O amor ao universo, as conspirações das estrelas e ao sopro de certezas do destino. Sincronicidade.
O momento exato em que o amor se torna uma conta perfeita baseada em sua realidade inexistente.
Amar é a certeza de não haver resoluções aparentes para problemas antigos. Muito antigos. Do tempo em que amar era o próprio tempo.
Amar é a mistura entre o universo e nossa órbita interior.
Amar é sonhar dentro da ilusão e trafegar pelas curvas suaves e profundas que contornam a exatidão de permear a dor por um único momento de eternidade.
sábado, dezembro 24, 2016
domingo, setembro 11, 2016
Seca
Seca.
O riso não vem mais frouxo
feito a água que corria
lentamente fazendo cócegas na terra.
Os olhos não tem mais cor
feito a flor que ali brotava
e inundava esse canteiro de amor.
O rosto não transparece mais paz
feito a sombra certeira que alivia o ardor do sol.
Secou o amor, a paz, choro, sorriso.
Secou a fonte da alegria ligeira,
da plenitude do olhar.
Secou o amor,
a vontade,
a esperança.
Restou amargura,
o gosto do nada,
a folha em brancura.
Cessou o sorriso,
a sombra certeira,
o gosto de paz,
o amor que não mais se refaz.
Secou.
O riso não vem mais frouxo
feito a água que corria
lentamente fazendo cócegas na terra.
Os olhos não tem mais cor
feito a flor que ali brotava
e inundava esse canteiro de amor.
O rosto não transparece mais paz
feito a sombra certeira que alivia o ardor do sol.
Secou o amor, a paz, choro, sorriso.
Secou a fonte da alegria ligeira,
da plenitude do olhar.
Secou o amor,
a vontade,
a esperança.
Restou amargura,
o gosto do nada,
a folha em brancura.
Cessou o sorriso,
a sombra certeira,
o gosto de paz,
o amor que não mais se refaz.
Secou.
segunda-feira, julho 11, 2016
O amor ele me fez mais mal do que bem. Ele me iludiu mais do que me fez feliz, ele me levou mais lágrimas de tristeza do que de alegria. Ele me emocionou mais do que me tocou. Ele me agrediu mais do que me deu amor.
O amor deu a falsa ilusão de importância que só existia do meu lado. Ele criou uma falsa sensação de estabilidade que nunca provei.
Foi um tudo que no fim se tornou um nada e hoje míngua pouco a pouco nessa imensidão de intensidades que vivem em mim. Mas do amor só sobrou carcaça, uma tampa amassada, um coração quebrado e uma história friamente fracassada para contar.
Amei a pessoa errada na hora certa e gastei minha ficha derradeira de amor verdadeiro. E fim.
quarta-feira, junho 22, 2016
Pulso
Foto: Alessandra Lemos
Bate a hora no relógio
pulsa o tempoempurra o vento.
vai
e vem
do ponteiro.
Pulsa o instante
quase sempre
pulsa o tempo,
sem medos.
Pulsante..feito o tic tac,
feito o frio que bate,
e o tempo rebate.
Pulsa
repulsa
expulsa.
Tic...
tac.
Pulso bate
pulsante,
rebate.
Feito o tempo
precioso
ocioso
desse tic tac
pulsante.
sábado, abril 23, 2016
Crônica de um dia feliz
Dias felizes começam com choro. Com lágrimas que caem sem motivo aparente, sem sentido comum. Pareciam lágrimas de uma derrota eminente. Não foram. Parecia premonição para o resto do dia.
As lágrimas eram de realidade, da vida dura que bate a porta da maioridade. Porém, o doce encanto do sonho ainda percorre uma cabeça que sempre viveu rodeada de nuvens.
E não demorou muito para elas aparecerem. O melhor despertar é o despertar e ver um bocado de letras que formam as já duas costumeiras palavras que unidas formam o nome. E quase sempre esse emaranhado de letras que tentam se juntar na visão meio embaçada pelo despertar, meio míope pela condição genética, trazem consigo o primeiro esboço de um sorriso.
O dia se percorre quase lento, vem os planos, as rotas de dias futuros, as esperanças de momentos marcantes, os esboços de fotografias que nem se tornaram reais ainda. E com isso vem outro sorriso.
A burocracia entra em campo e faz recordar sobre a realidade que a maioridade impõe, mas algumas vezes ela é positiva. E lá vem o terceiro sorriso.
Com a tarde quente, vem as conversas engraçadas da vida no campo, uma avó seminua gargalha com o susto que tomara a instantes . E lá se vem a primeira gargalhada.
A volta pra casa, as pernas para o ar, retorno atenção ao que toma meu ar, ao plano de outrora ao futuro de agora. A vitória eminente de ver o sorriso estampado no rosto de quem está longe, mas perto o bastante para ser sentido mesmo distante. Lá se vem a segunda gargalhada.
No resto do dia, o fim de tarde, o céu troca de cor, do azul vem o amarelado, o laranja e o rosado. A lua reina no céu estrelado. E nem a figura vista em tela de alguém que ressurge e talvez te leve, mas que nunca saberá o que pode tornar teu sorriso mais leve. E lá se vem a certeza de que a realidade amadureceu, mas que não se escondeu.
A noite tranquila traz o som da saudade, aproxima de novo uma bela amizade que uma distância, bem boba, quase criança, separou por um tempo. E lá se vem o sincero sorriso de alívio.
O dia se acaba e vem quase em graça. Cabeça refeita, travesseiro macio, sem peso nas pernas, costas. O dia termina em um breve sorriso. O sono mansinho se achega quietinho, me pega serena, cabeça em nuvens. Durmo sorrindo.
domingo, abril 10, 2016
Saudades de mim
Andei recolhendo inúmeras
saudades. De tempos de outrora, de dias lá fora.
Saudades dos repentes que
eu fazia na mente, dos caminhos de chão batido que eu pensava em trilhar.Dos
livros esquecidos em cada sebo que prometi voltar. Saudades das inúmeras mesas
de bar que deixei conversas picadas, dos planos mirabolantes das conversas de
rodas de calçada.
Dos tempos em que havia
tempo para ver um sarau. Para recitar poesia na casa do Andrade, o Mário.
Saudades de uma essência
distante que deixei escapar por muitos instantes.
Saudades de ter tempo
para ser somente o que bastava em mim.
Saudades de pertencer só
a mim e aos meus sonhos meticulosamente mirabolantes, mas que me resumiam em
tudo.
Saudades de ser quem eu
sou.
domingo, janeiro 24, 2016
Peito aberto
Foto: Miguel Solano
Era um moço doce,
doce feito o céu.
Olhos castanhos,
enrolado,
cabelo moreno,
nuvem de verão.
Era leve,tinha no olhar aquele brilho,
o brilho de quem vê o mundo
como ele deve ser visto.
sutil,
de riso frouxo,
peito aberto.
Sabia onde por as imagens,
sabia onde encontrar as palavras,
sabia entender um gesto.
Era cheio de certezas,
cheio de fineza,
aquele de quem sabe ser simples
no olhar.
Era um moço pernambucano
que vivia meio longe
e dizia no abraço
que sorria no retrato
que era moço que podia contar.
Mesmo que a distância
nunca permitiu esse abraço,
mas me diz,
que de fato,
não há lonjura
para quem sabe entender
quem é de verdade
em um olhar.
Era um moço doce,
doce feito o céu.
Olhos castanhos,
enrolado,
cabelo moreno,
nuvem de verão.
Era leve,tinha no olhar aquele brilho,
o brilho de quem vê o mundo
como ele deve ser visto.
sutil,
de riso frouxo,
peito aberto.
Sabia onde por as imagens,
sabia onde encontrar as palavras,
sabia entender um gesto.
Era cheio de certezas,
cheio de fineza,
aquele de quem sabe ser simples
no olhar.
Era um moço pernambucano
que vivia meio longe
e dizia no abraço
que sorria no retrato
que era moço que podia contar.
Mesmo que a distância
nunca permitiu esse abraço,
mas me diz,
que de fato,
não há lonjura
para quem sabe entender
quem é de verdade
em um olhar.
quarta-feira, janeiro 06, 2016
Queria querer
Queria o querer dos poetas da terra
da poesia do quintal,
da bruma dos sertões,
do gingado dos acordes.
A poesia de uma história antiga,
de um tempo sem malícia,
de uma ingenuidade
de pergunta de criança.
Queria querer saber compor
palavras do dia,
do mato,
da brasa fina.
Do querer querer mais do eu
mais do que meia dúzia de palavras
de concreto.
Queria a poesia dos tempos de areia,
da praia vazia,
do dia que é dia,
da noite de estrelas.
Queria querer dizer que me desfiz
do ardor,
da dor,
do andor
que é
a concretude da poesia
do meu eu
agora.
Queria querer voltar a ser livre,
livre de mim;
querer ser mais poesia
da significância emotiva
das coisas insignificantes.
Queria querer saber o que é
insignificância.
Não emprego,
não uso,
não sei.
Tudo significa demais
nos queres meus.
Queria o querer da poesia,
daquela que volte
a libertar,
a caminhar,
a lidar
com a poesia do eu.
da poesia do quintal,
da bruma dos sertões,
do gingado dos acordes.
A poesia de uma história antiga,
de um tempo sem malícia,
de uma ingenuidade
de pergunta de criança.
Queria querer saber compor
palavras do dia,
do mato,
da brasa fina.
Do querer querer mais do eu
mais do que meia dúzia de palavras
de concreto.
Queria a poesia dos tempos de areia,
da praia vazia,
do dia que é dia,
da noite de estrelas.
Queria querer dizer que me desfiz
do ardor,
da dor,
do andor
que é
a concretude da poesia
do meu eu
agora.
Queria querer voltar a ser livre,
livre de mim;
querer ser mais poesia
da significância emotiva
das coisas insignificantes.
Queria querer saber o que é
insignificância.
Não emprego,
não uso,
não sei.
Tudo significa demais
nos queres meus.
Queria o querer da poesia,
daquela que volte
a libertar,
a caminhar,
a lidar
com a poesia do eu.
domingo, dezembro 27, 2015
A busca
A paz
se esvai
se atrai
se distrai
se torna.
O que não está
mais
aqui
vai
além.
Se multiplica.
O coração
resta
com pressa
pelas frestas
quer ir
Não vai.
Amor
paixão
tantos perdões
ficou
tornou
essa pressa,
brecha
do coração
em busca
de paz.
terça-feira, dezembro 22, 2015
Mãos no chão, pés no céu
Quando o céu se faz limite é quando não cabe mais em si todo um universo que está por vir.
Sabe, muitas vezes o coração é a porta de entrada para um mundo novo, composto de um milhão de sonhos, medos, anseios, desejos. É onde se pode guardar todas as estrelas do olhar, do pensamento. Todas as nuuvens de vontades.
Muitas vezes os pés no chão não são suficientes. É preciso ir além.
Quando o que nos limita é o universo interno é quando é preciso ir além.
O céu estrelado não deixa de ser nosso, mas ganha um universo para ser dele.
E então é onde todo o resto deixa de ser só o resto e se torna tudo.
O tudo.
Sabe, quando o que nos limita somos nós mesmos é quando há um mundo que nos mantém firmes no chão, quando o que queremos é manter os pés nas nuvens.
Todo mundo tem um lado sonhador, por mais realista que sejamos. A vontade de ser livre vai além, por isso é tão importante se perder em nós mesmos.
Um eu que se torna nosso. É tudo que basta, sabe?
E então é que começa fazer sentido quando nossos pés possuem o chão, mas sentem que o céu é o que os aproxima da plenitude. Aquela, no qual é possível sonhar e ser real.
Sem que um se desfaça do outro.
O meio termo entre o nosso céu e o universo. É isso que todo céu particular deveria buscar. Sem extremos.
É por isso que faz tanto sentido ter um céu tão seu na vida de qualquer eu.
segunda-feira, dezembro 21, 2015
Raiva
Raiva.
Dos mínimos detalhes.
Mínimos
retalhos.
Mínimas coisas,
Minimas.
Mas máximas.
Quando se tem raiva.
Até do respirar.
Controlo nos dedos.
E conto.
O punho fecha.
A mão busca brecha.
Cerrados punhos de raiva.
Respiro.
Inspiro.
Não vejo.
Feliz do cego dos sentimentos ruins.
Feliz Deus dos acomodados,
desperte em si a magia do punho cerrado.
E o poder do desassossego.
Dos mínimos detalhes.
Mínimos
retalhos.
Mínimas coisas,
Minimas.
Mas máximas.
Quando se tem raiva.
Até do respirar.
Controlo nos dedos.
E conto.
O punho fecha.
A mão busca brecha.
Cerrados punhos de raiva.
Respiro.
Inspiro.
Não vejo.
Feliz do cego dos sentimentos ruins.
Feliz Deus dos acomodados,
desperte em si a magia do punho cerrado.
E o poder do desassossego.
No acaso
O meu acaso casualmente me fez de caso.
Me tornou parte do vago
do trago,
e do largo.
Larguei.
Larguei mão de ser vago
deixei de querer ser só um caso.
Me rendi ao fato de ser
obra do acaso
eu ter que aceitar
o que tiver que ser.
E se for pra ser, no caso.
Trago o que de mim sou,
vou,
dou.
Larguei.
Deixei.
Deixando..
E em todo caso,
serei só mais um acaso,
se for o caso.
Me tornou parte do vago
do trago,
e do largo.
Larguei.
Larguei mão de ser vago
deixei de querer ser só um caso.
Me rendi ao fato de ser
obra do acaso
eu ter que aceitar
o que tiver que ser.
E se for pra ser, no caso.
Trago o que de mim sou,
vou,
dou.
Larguei.
Deixei.
Deixando..
E em todo caso,
serei só mais um acaso,
se for o caso.
sábado, dezembro 19, 2015
Imensidão
O mar tem de mim um tanto,
o tanto que me cabe.
Todo esse mar
que aqui
faz morada.
O mar tem dessas
de se fazer casa
em quem só habita
quando transborda.
Imensas fases,
ondas leves,
calmas,
bravas.
Intensas.
O mar tem dessas intensidades
tem desse vai e vem de maré
de troca de rumos
vento e brisa
em parceria.
O mar é imensidão
e tudo que transborda
nessa morada
é tão intenso
nesse peito
que me torna
mar.
o tanto que me cabe.
Todo esse mar
que aqui
faz morada.
O mar tem dessas
de se fazer casa
em quem só habita
quando transborda.
Imensas fases,
ondas leves,
calmas,
bravas.
Intensas.
O mar tem dessas intensidades
tem desse vai e vem de maré
de troca de rumos
vento e brisa
em parceria.
O mar é imensidão
e tudo que transborda
nessa morada
é tão intenso
nesse peito
que me torna
mar.
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Duas almas, um eu.
Segura?
O que?
A minha mão, não me deixa cair.
De novo isso?
Sim, de novo.
Você precisa ser mais cuidadosa.
Eu sei... na verdade não sei não. Não consigo.
Você nunca toma jeito! Ei, vai cair!
Segura! Olha só! A nuvem inversa!
Não vou conseguir te segurar sempre, menina!
Olha, olha, o chão tá mais perto que o céu!
Mas sua cabeça só vive em nuvens...
Eu sei.. olha, olha
O que? Não me solta!
Por que eu te soltaria? Eu nunca te soltaria!
Eu sei, mas eu preciso me lembrar disso.
Não precisa...
Por que?
Porque eu sempre te lembro...Olha, olha tá vendo?
Tô vendo você, se segura em mim!
Não me solta! Olha o céu cor de laranja.. olha esse por do sol!
Não vou te soltar, por que eu te soltaria?
Não soltaria eu sei, mas é só para saber se você está aí ainda.
Estou, sempre.
Olha!
O que? O que você viu?
Seu rosto suspenso e sua surpresa em me ver te vendo.
É, você me surpreende toda vez, eu adoro não te entender.
E eu adoro que você me entenda, ou tente não entender.
Olha, olha a noite vem vindo..
Tem estrelas ali..
Se sentiu em casa, né?
Sempre. Eu sou da lua, das estrelas. Você é do dia, do sol.
É por isso que complementa.
Eu sei...
Eu sei..
Guarde todas as suas queixas para todas as minhas deixas
Brevemente
te remontaria em espaços compactos
em laços
intactos,
em grades
sem força.
Há um
encaixe exato,
onde todos
os encaixes
se encaixam
em seu olhar.
Há um
controle exato
um pacto de
fatos
em todos seus
atos.
Quase nunca
são queixas.
Por vezes,
um me esqueça!
Mas no bem
me quer das nossas deixas
é que não
consigo te deixar.
Eis aqui um
tudo ao redor
um nada
maior..
Um
tanto pequeno,
grande,
coração que
se encaixa.
Sem grades,
sem mágoas.
Sou o que sou
Quando sei que estou bem é quando resolvo tirar um tempo para mim. Um tempo comigo mesma.
Tempo esse que me faz pensar sobre tudo o que se
passou.
Tudo que sou.
Cada pedaço que deixei por aí faz parte de um eu que se
reconstrói todos os dias, todo minuto.
Sou uma constante inconstante.
Mudo a cada figura, a cada fato, a cada ato.
Deixei de ser para me tornar o ser.
Pensante, pulsante, aquela que busca em todos o que de melhor pode absorver.
E sou eu.
Uma definição cheia de indefinições daqueles que me importam.
Deixe-me comigo mesma.
Sou o que me resume em uma folha em branco e uma possibilidade infinita ao lado de um lápis e uma taça de vinho..
sábado, dezembro 12, 2015
Paz
O querer da página em branco é a vontade de seguir.
O lápis em punho rabisca sem parar. Folhas soltas. Soltos versos. Gestos.
Faz do branco o tudo, o nada, a essência.
Criar o que se sente é libertador.
Livre. Traz de volta a liberdade do rascunho, da folha em branco.
Do sentido, sentimento.
O lápis em punho rabisca sem parar. Folhas soltas. Soltos versos. Gestos.
Faz do branco o tudo, o nada, a essência.
Criar o que se sente é libertador.
Livre. Traz de volta a liberdade do rascunho, da folha em branco.
Do sentido, sentimento.
Refugio
Há sensações
que não precisam
de nenhuma
explicação.
Há momentos
em que o bem amado
gosto de se sentir
amado
vale o dobro
do tempo em que se teve dúvida.
Há sentimentos
que se adaptam,
transformam,
não importa quão
disformes
tenham sido.
Há certezas,
dúvidas,
choros bons.
Emoções boas que te tiram o sono,
o medo,
dão conforto.
Deixam sorrisos,
daqueles que os olhos se encolhem,
para que todas as expressões
se irradiem em torno de uma sensação.
Há pessoas que te proporcionam
isso,
um tanto disso,
que te fazem tão bem.
Extremamente bem.
que não precisam
de nenhuma
explicação.
Há momentos
em que o bem amado
gosto de se sentir
amado
vale o dobro
do tempo em que se teve dúvida.
Há sentimentos
que se adaptam,
transformam,
não importa quão
disformes
tenham sido.
Há certezas,
dúvidas,
choros bons.
Emoções boas que te tiram o sono,
o medo,
dão conforto.
Deixam sorrisos,
daqueles que os olhos se encolhem,
para que todas as expressões
se irradiem em torno de uma sensação.
Há pessoas que te proporcionam
isso,
um tanto disso,
que te fazem tão bem.
Extremamente bem.
Morada
Foi tarde de verão
foi noite
foi dia na madrugada.
Foi quente.
Agora é frio.
Repele.
Mas ainda é quente aqui.
Nunca vai deixar de ser.
Há uma constante que diz
"fique, não tenha pressa"
o que vale a pena
modifica
reestrutura.
Teve nome,
teve na indefinição
a sua forma definitiva.
Habita ainda aqui.
E sempre terá morada,
pois todo ar gélido
acha conforto em casa.
foi noite
foi dia na madrugada.
Foi quente.
Agora é frio.
Repele.
Mas ainda é quente aqui.
Nunca vai deixar de ser.
Há uma constante que diz
"fique, não tenha pressa"
o que vale a pena
modifica
reestrutura.
Teve nome,
teve na indefinição
a sua forma definitiva.
Habita ainda aqui.
E sempre terá morada,
pois todo ar gélido
acha conforto em casa.
Nota sobre a brisa
Aproveitando a calmaria da brisa que se mostra.
Em dias de sol é que a paciência se mostra como a virtude dos que tem fé no silêncio sábio de acreditar em si.
Em dias de sol é que a paciência se mostra como a virtude dos que tem fé no silêncio sábio de acreditar em si.
Assinar:
Postagens (Atom)








