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sexta-feira, junho 17, 2011

O tom pastel voltou com tudo!

Em mais um escândalo das novas (velhas) tendências de final de outono os tons pastéis ganham novos (velhos) modelos e formas de utilização.
A decoração de interiores está repleta de cores neutras e envelhecidas dando a elas uma nova (velha) forma de referência ao tempo que estanca lá fora os objetos aqui de dentro. A maior inovação (velha) de finais de estação e inicio de inverno é a cortina cor de creme. Esconde a sujeira do dia-a-dia e concentra na sala uma doce sensação de acolhimento. Nunca soube que creme fosse cor.
Os tons pastéis sempre foram marcados por um ar mais vintage que proporcionam a sua casa a experiência do moderno (velho) baseado no antigo. Como aqueles velhos livros esquecidos na estante, com as páginas amarelas, mas com novíssimas (velhas) idéias. O clima proporcional nos deleita para uma viagem ao fundo do baú com aquele cobertor mais antigo, mofado, cheirando a naftalina, mas que mais esquenta. O frescor abriu espaço para o ar gélido. 
Os novos (velhos) planos não perpassam a cortina creme cor de nada e o ar do inverno não traz os flocos de neve que você nunca viu. A galocha colorida na lavanderia está na moda, mas ela não é cor de estação, vai para doação. O café de todo dia vira champanhe de fim de noite e o chá de camomila vira refresco de resfriado. Seus discos com música de praia voltam para caixa e o som lento retorna, isso se você tiver tempo de ouvir algo, outono é tempo de pendências que você acumulou durante os primeiros meses do ano. Sim, o calendário está no meio e com ele vem o inverno.
As novas (velhas) tendências marrons e negras chegam com o inverno, mas ainda não trocamos a cortina, nem tiramos o pó do outono da estante, vamos deixar para além.

terça-feira, maio 17, 2011

Girando na contramão

Descomplicando coisas simples. Comi um chocolate ao pé da noite como se o próprio fosse a última bolacha do pacote, mas ao final vi que não era mais um peso. Sem culpa me entreguei a cada mordida. E melhor, fiz isso antes do jantar!
Pela janela observei a lua por trás da nuvem. 
Troquei o rumo do caminho habitual só para contemplar um gato que miava a minha espera, nem sei se era apor mim, mas já salvei seu dia e o meu também.
Não senti culpa em ganhar umas gramas ou perder alguns segundos do meu pacato e, teimo em dizer, tempo para trocar delicadezas com a vida. Dentro de um caos urbano resgatar coisas que me pertencem por raízes faz com que eu volte ao ponto inicial, sem remorso.
Ao discorrer em poucas linhas procuro esvaziar pensamentos e sensações que sons e gestos me proporcionam. Ah se eu pudesse me sentir todo dia assim. Agora eu só quero um café e uma coberta para retomar as voltas do relógio do cotidiano.Uma volta a mais e uma a menos, ele sempre chega ao número 12.

domingo, maio 02, 2010

Ai, que saudade eu tenho da Bahia. Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia...

Aqui estou eu mais uma vez, atrasada como sempre nas postagens, com milhões de coisas para fazer, provas, seminários, decisões e ainda assim tendo que viver.
Uma das coisas que mais me intrigam é a nossa constante falta de tempo, que raios de mundo é esse que acha que somos máquinas?
Já fiz um post sobre o tempo, mas não tem como não me indignar com minha própria falta de tempo. Falta de tempo até para colocar minhas idéias no lugar, falta de tempo para pensar em mim, falta de tempo para ler meus livros preferidos, para entrar no msn conversar com os amigos, um telefonema, uma viagem, sinto tanta falta das minhas constantes viagens ao fim de semana, praia, Avaré. Ai que saudades que eu tenho do mar.
O que me dá mais raiva é que mesmo programando seu dia, seu mês, seu ano, sempre falta tempo. Sempre sobra vontade.
Infelizmente ainda não econtrei nenhuma solução para esse mal, mas ainda vou muito lamentar por ele existir.

"Ai, que saudade eu tenho da Bahia. Ai, se eu escutasse hoje eu não sofria..."

quinta-feira, março 11, 2010

Tempo, tempo, tempo vou te fazer um pedido...

Hoje eu me vi em uma situação bem estranha, sentada no ônibus indo para Sorocaba eu me deparei que perdi a noção do tempo para tudo. E isso vem de longe, talvez eu nunca tenha me dado conta do que tenha sido o tempo em minha vida.
Quando penso no passado não me vem na cabeça o ontem e sim o ontem de muito tempo atrás, como se o ontem não existisse. Pode ser porque meu dia de ontem não tenha sido especial para ser lembrado, mas por que nós só nos lembramos das coisas especiais? Ou só das coisas ruins? Queria poder lembrar dos dias de ócio e dos dias de chuvas. Você pode me perguntar o porque disso, mas eu também não sei, talvez seja para perceber que o tempo passa.
Nesse mesmo banco de ônibus em meio ao verde da paisagem e ao sono que vinha e ia, eu criei um poema/poesia/texto sobre como 2 minutos são suficientes para o tempo levar seu dia, sua vida embora. Quero transformá-lo em um vídeo que pretendo gravar amanhã, se o próprio tempo me permitir isso.

Quantos dias cabem em 2 minutos? É. Já foi.