Boa noite. Desculpe a demora pela postagem, mas estou tão atordoada e tão sem tempo com as minhas coisas que deixei a internet meio de lado essas semanas. Porém, venho com notícias novas!
Vou iniciar minha iniciação científica, sobre Cultura e Sociedade no Rio de Janeiro no século XIX, estou muito feliz com isso, pois sei que é um grande passo na minha vida acadêmica e sei que irá me ajudar muito para o resto do meu curso. Ainda estou muito no começo, conversando com a minha professora sobre um bom recorte no tema para o foco ser preciso e suficiente para que a minha pesquisa seja aprovada.
Além disso, estou me dedicando bastante a faculdade esse semestre, pois não posso ter nenhuma nota ruim e poder ter tempo de sobra daqui uns tempos.
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Deixando de lado minha vida pessoal, os acontecimentos que vem ocorrendo durante essas semanas são fundamentais para diversas discussões que sempre tento levantar aqui no blog, como a questão da natureza e a humanidade (as chuvas destruidoras no Rio de Janeiro) e a questão de todo o embate sobre a hidrelétrica de Belo Monte.
Hoje tive uma aula sobre a Revolta da Vacina e pude notar elementos que eclodem até hoje em nossa sociedade. Sem considerar a revolta em si, um assunto que me chamou a atenção e que achei muito elucidativo sobre essa questão dos desmoronamentos causados pela chuva foi o fato de no início do século XX o governo brasileiro ter investido muito para a modernização da cidade do Rio de Janeiro, com isso fez com que a população mais pobre da cidade, que habitava os cortiços na região central, fosse expulsa de suas casas (por meio da violência). Esse foi um dos pontos chaves para a constante mudança da população para os morros da cidade.
A chuva em excesso no Rio nos faz voltar para antigas questões sobre a habitação irregular de áreas de constate risco. Mesmo esse problema da chuva ser recente, não podemos deixar de recorrer a história para poder entender o porquê dessas condições em que muitos brasileiros sofrem e sofreram durante muito anos.
Muitas são as justificativas, porém muito poucas são as soluções que vemos sobre esse assunto. Um problema que atravessou o século sem ao menos existir uma remota possibilidade de ser solucionado completamente.
Além dos problemas habitacionais há também a questão do por que essas constantes mudanças no clima nos afetam cada vez mais rápido. A resposta é simples, porque não estamos dando valor ao nosso planeta e mesmo com todos os avisos que a natureza está nos passando ultimamente não fazemos nada.
Ninguém mais acredita naquele discurso do "faça sua parte”, pois o pensamento utópico realista está mais uma vez predominando. "Se ninguém faz nada, eu sozinho não posso mudar o mundo. Está tudo perdido, 2012 tá chegando mesmo" essa é uma das frases que eu mais escuto nos últimos tempos e minha resposta para isso é essa:
SIM VOCÊ PODE MUDAR SOZINHO, além de mudar suas atitudes você influencia outras pessoas a repensarem as próprias atitudes!
E o que a revolta da vacina, as chuvas no Rio de Janeiro e utopia realista tem em comum? Tudo. Se fossemos tão espertos como muitos dizem que somos os erros do passado não seriam repetidos e sim corrigidos. E a constante descrença na natureza e na própria humanidade nos torna cegos para os problemas do mundo. Além disso, a expressão mais propicia par todos esse problemas é a falta de consciência, algo totalmente perdido hoje em dia, mas acredito que pode ser recuperado.
O mais importante é não deixar de crer que nós ainda podemos modificar essa história sem repetir os erros passados.
"Não acomodar com o que incomoda"
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P.S: Vou deixar a questão sobre Belo Monte para um post único.