terça-feira, maio 18, 2010



Bolhas. Qual sua função hoje? Há tempos está querendo explodir, mas resiste bravamente. Desista.

Já passou do ponto de você tomar seu rumo, leve contigo várias incomodas bolhinhas, que não precisam crescer. Vá rodar em outro céu, e diga as nuvens que não se escondam.

Rodar, rodar, rodar. E que venha a próxima.

domingo, maio 09, 2010

Só faltava um sorriso, só um sorriso.
Essa espera está me matando. Essa busca sem fim e sem pista alguma que me faça achar pelo menos um caminho. Estou com raiva. Estou com pressa. Estou sem sorte.
Quanto tempo mais será preciso?
Espero que logo.
A luz do corredor piscando me levam a velha impressão de que o tempo não espera, mas também não ajuda.
Espero que logo se resolva.
A noite calma lá fora, a chuva caindo como um consolo para a terra quente.
Espero que eu encontre uma pista.
A pulseira sobre a mesa é o lamento de uma noite que se foi.
Espero logo.

domingo, maio 02, 2010

Belo Monte, aqui NÃO!

Venho a um bom tempo prometendo postar sobre Belo Monte, como assunto está em alta ultimamente na mídia resolvi postar um antigo vídeo, semi-explicativo, sobre o que a usina de Belo Monte irá trazer para nosso país. Somente desgraças.
Meu posicionamento sobre isso é claro, Belo Monte aqui NÃO!



Você vai deixar isso acontecer? Eu não. Assine!

APÓIE AS AÇÕES EM DEFESA DO RIO XINGU!

Ai, que saudade eu tenho da Bahia. Ai, se eu escutasse o que mamãe dizia...

Aqui estou eu mais uma vez, atrasada como sempre nas postagens, com milhões de coisas para fazer, provas, seminários, decisões e ainda assim tendo que viver.
Uma das coisas que mais me intrigam é a nossa constante falta de tempo, que raios de mundo é esse que acha que somos máquinas?
Já fiz um post sobre o tempo, mas não tem como não me indignar com minha própria falta de tempo. Falta de tempo até para colocar minhas idéias no lugar, falta de tempo para pensar em mim, falta de tempo para ler meus livros preferidos, para entrar no msn conversar com os amigos, um telefonema, uma viagem, sinto tanta falta das minhas constantes viagens ao fim de semana, praia, Avaré. Ai que saudades que eu tenho do mar.
O que me dá mais raiva é que mesmo programando seu dia, seu mês, seu ano, sempre falta tempo. Sempre sobra vontade.
Infelizmente ainda não econtrei nenhuma solução para esse mal, mas ainda vou muito lamentar por ele existir.

"Ai, que saudade eu tenho da Bahia. Ai, se eu escutasse hoje eu não sofria..."

quinta-feira, abril 15, 2010

2012 é logo ali

Boa noite. Desculpe a demora pela postagem, mas estou tão atordoada e tão sem tempo com as minhas coisas que deixei a internet meio de lado essas semanas. Porém, venho com notícias novas!
Vou iniciar minha iniciação científica, sobre Cultura e Sociedade no Rio de Janeiro no século XIX, estou muito feliz com isso, pois sei que é um grande passo na minha vida acadêmica e sei que irá me ajudar muito para o resto do meu curso. Ainda estou muito no começo, conversando com a minha professora sobre um bom recorte no tema para o foco ser preciso e suficiente para que a minha pesquisa seja aprovada.
Além disso, estou me dedicando bastante a faculdade esse semestre, pois não posso ter nenhuma nota ruim e poder ter tempo de sobra daqui uns tempos.
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Deixando de lado minha vida pessoal, os acontecimentos que vem ocorrendo durante essas semanas são fundamentais para diversas discussões que sempre tento levantar aqui no blog, como a questão da natureza e a humanidade (as chuvas destruidoras no Rio de Janeiro) e a questão de todo o embate sobre a hidrelétrica de Belo Monte.
Hoje tive uma aula sobre a Revolta da Vacina e pude notar elementos que eclodem até hoje em nossa sociedade. Sem considerar a revolta em si, um assunto que me chamou a atenção e que achei muito elucidativo sobre essa questão dos desmoronamentos causados pela chuva foi o fato de no início do século XX o governo brasileiro ter investido muito para a modernização da cidade do Rio de Janeiro, com isso fez com que a população mais pobre da cidade, que habitava os cortiços na região central, fosse expulsa de suas casas (por meio da violência). Esse foi um dos pontos chaves para a constante mudança da população para os morros da cidade.
A chuva em excesso no Rio nos faz voltar para antigas questões sobre a habitação irregular de áreas de constate risco. Mesmo esse problema da chuva ser recente, não podemos deixar de recorrer a história para poder entender o porquê dessas condições em que muitos brasileiros sofrem e sofreram durante muito anos.
Muitas são as justificativas, porém muito poucas são as soluções que vemos sobre esse assunto. Um problema que atravessou o século sem ao menos existir uma remota possibilidade de ser solucionado completamente.
Além dos problemas habitacionais há também a questão do por que essas constantes mudanças no clima nos afetam cada vez mais rápido. A resposta é simples, porque não estamos dando valor ao nosso planeta e mesmo com todos os avisos que a natureza está nos passando ultimamente não fazemos nada.
Ninguém mais acredita naquele discurso do "faça sua parte”, pois o pensamento utópico realista está mais uma vez predominando. "Se ninguém faz nada, eu sozinho não posso mudar o mundo. Está tudo perdido, 2012 tá chegando mesmo" essa é uma das frases que eu mais escuto nos últimos tempos e minha resposta para isso é essa:
SIM VOCÊ PODE MUDAR SOZINHO, além de mudar suas atitudes você influencia outras pessoas a repensarem as próprias atitudes!
E o que a revolta da vacina, as chuvas no Rio de Janeiro e utopia realista tem em comum? Tudo. Se fossemos tão espertos como muitos dizem que somos os erros do passado não seriam repetidos e sim corrigidos. E a constante descrença na natureza e na própria humanidade nos torna cegos para os problemas do mundo. Além disso, a expressão mais propicia par todos esse problemas é a falta de consciência, algo totalmente perdido hoje em dia, mas acredito que pode ser recuperado.
O mais importante é não deixar de crer que nós ainda podemos modificar essa história sem repetir os erros passados.


"Não acomodar com o que incomoda"

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P.S: Vou deixar a questão sobre Belo Monte para um post único.

terça-feira, abril 06, 2010

O mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões à pó..."

Faz alguns dias que diversas idéias tentam se sintetizar em minha mente, tentando me fazer começar a crer nelas e a segui-las.
Nunca fui uma pessoa polêmica na visão dos outros, tenho meus valores, meus conceitos, meu ideiais, mas nunca cheguei e expressar eles na cara de ninguém. Nesse exato momento da minha vida vejo que chegou a hora de defender meus pensamentos e as minhas influências. Acho que ainda estou absorvendo certas realidades e certos conceitos, mas sei que é chegado o momento de me expressar sobre eles e sei que esse blog é o meu porto seguro.

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Em qual momento da sua vida você se depara e pensa sobre as suas crenças e as sua influências no tempo presente? Acho que hoje o mundo se dedicou tanto em viver o momento, em esquecer o passado e em não pensar no futuro que esquece de sonhar.
As pessoas insistem tanto em não sonhar, em não acreditar mais em nada e acabam se abraçam em um realismo utópico. O realismo é a utopia do século XXI. Cheguei a essa conclusão a um tempo atrás quando lia um livro para um trabalho de História Moderna sobre o Iluminismo.
Eu explico, se para você não faz sentido essa afirmação. Quantas vezes você parou e conversou com você mesmo sobre o que acontece ao seu redor? Quantas vezes você acreditou em um ideal? Quantas vezes você acreditou em você mesmo nesses últimos tempos? A resposta é nenhuma vez, ou quase nunca. Agora você pode reler a frase e pensar sobre ela.Contudo você pode me rebater dizendo que se as pessoas não forem realistas elas não sobrevivem no mundo atual; eu até concordo que uma dose de realismo nos mantém com os pés no chão e não nos faz fantasiar demais, porém o realismo que eu retruco é a falta de sonhos da humanidade, a falta de compreensão, a falta de amor ao próximo, a falta do respeito com a vida, com a natureza, com seu país, com você mesmo.
Suas crenças podem ser opostas, mas posso usar o exemplo de Jesus Cristo, um marco, um mito, um idealista, ou um Rei? Tudo. A mesma essência reunida em apenas um ser, um santo. Jesus é o maior sonhador da terra, e não veja o termo como alguém que não vive em contato real com o mundo, mas sim como o homem que acreditou na humanidade, nos salvou e até hoje nos mostra o caminho ideal para se seguir, o caminho do amor. Se cada um de nós seguir pelo menos metade dos ensinamentos de Cristo a humanidade seria outra.
Um momento de reflexão é o que eu peço para cada pessoa que ler esse post, um minuto de amor ao próximo, um minuto de respeito com a natureza, um minuto de consciência sobre seu papel no mundo.
Finalizo esse devaneio utilizando uma frase da Marina Silva que li domingo no jornal na qual ela se refere a Dom Quixote relacionado algo de sua campanha, mas acho que serve muito para o momento:

"A única diferença é que ele (Dom Quixote) duelava com moinhos de vento como se fossem gigantes, e eu duelo com gigantes como se fossem moinhos de vento. Somos igualmente quixotescos"

Um passo de cada vez. Uma luta por dia, uma revolução pela vida.

Vivendo a revolução.